• Maria Amélia

Encontro de Titãs: o que o alinhamento de Saturno e Plutão no signo de Capricórnio tem a nos ensinar


Astrologia é simbologia. Símbolos que contém um significado intrínseco e nos indicam algo. Saber identificar esses símbolos é poder contar com um guia quando tudo parece incerto e confuso.

Podemos analisar a vida de duas formas: olhando o que está acontecendo "fora", no mundo, e nos adaptando a isso, fazendo uma leitura totalmente baseada nos acontecimentos, ou podemos conhecer um pouco da simbologia por trás desses fatos, e nos prepararmos internamente para lidar com eles da melhor forma. São dois tipos de abordagem distintos entre si e que trazem resultados diferentes também.

Eu prefiro focar no segundo, por isso vou trazer aqui um pouco sobre o que esse encontro de dois planetas no céu (lembrando que eles não estão juntos fisicamente, mas no mesmo ângulo do ponto de vista da Terra) pode estar querendo nos indicar. Astrologia é sincronicidade, e aprender a ler o que essas "coincidências significativas", segundo Jung, significam, pode auxiliar demais a nossa vida.

Para entender a simbologia, primeiro temos que olhar para a mitologia. Temos aqui dois planetas com nomes de deuses. Saturno é um deus romano, equivalente a Cronos para a mitologia grega, o deus do tempo. Ele carrega em sua mão uma foice, ceifando tudo aquilo que está velho e ultrapassado. Plutão é outro deus romano, equivalente a Hades na mitologia grega, o deus da morte e do submundo. Temos aqui um encontro de Titãs, de dois grandes deuses que representam a morte de algo, ou que alguma coisa deve acabar para poder, então, se transformar e recomeçar.

Astrologicamente, o signo em que há esse encontro é o que determina a tônica dessa energia. Em Capricórnio, são as estruturas do que está velho e ultrapassado que devem ruir, para que algo novo (Capricórnio é o signo que antecede Aquário) possa surgir. São os momentos finais antes da Era de Aquário se instalar, para que o novo possa, finalmente, reinar. Tudo o que é tradicional, cheio de regras, e considerado "normal", deverá ser revisto. A liberdade das amarras de uma sociedade que aprisiona, baseada apenas no interesse de poucos, não é uma opção, mas uma questão de tempo.

Porém, o que mais quero salientar aqui é que não podemos vibrar no medo. Esses momentos de transição envolvem imprevisibilidade, e é normal que nos sintamos inseguros com os acontecimentos externos. Mas lembra do que falei lá em cima? A diferença é se você vai se basear neles para decidir como vai se sentir, ou se você vai escolher confiar e criar um espaço de segurança dentro de você. O ponto aqui não é SE vai acontecer essa mudança, mas COMO ela vai acontecer. Depende apenas da gente, da nossa vibração, permitir que ela venha leve e nos traga novos ventos de esperança e paz.

Para isso, é preciso olhar para dentro e limpar a casa interna. Abrir as janelas, deixar o ar entrar e se livrar de tudo o que não serve mais. Aquele quartinho escuro, onde habitam os nossos medos, precisa ser aberto para que a Luz possa entrar e limpar tudo o que nos limita e nos impede de evoluir. Pode parecer difícil num primeiro momento, mas quando enfrentamos nossos monstros percebemos que eles não são tão grandes e assustadores assim. E o pior: muitas vezes percebemos que, no fundo, até gostamos deles e estamos apegados ao sentimento que eles nos causam. Autoconhecimento, aqui, é a chave. Não é hora de desistir ou de continuar mantendo o padrão passado.

Quando olharmos para o coletivo e tudo o que vem acontecendo, a melhor forma de fazermos nossa parte é vibrarmos Luz e Amor e confiarmos que existe uma inteligência maior cuidando de tudo. Somos tão pequenos diante da imensidão do Universo, é ingênuo pensar que temos controle de tudo e sofrer por isso. Aceitar que não temos controle de nada libera um peso das nossas costas e permite que tenhamos mais energia para lidar com o que podemos mudar.

Outra forma de ajudar é olhando para si mesmo e fazendo o possível para elevar a própria frequência, resolver todas as pendências. Esse encontro acontece no grau 22° de Capricórnio, e você tem esse ponto em alguma "casa" do seu mapa astral e dar indícios do que tem que fazer em sua vida e de como esse encontro pode estar afetando diretamente você. Se pegar algum planeta do seu mapa, você pode sentir mais, enquanto outros podem nem sentir. Tudo depende, e se observar é o melhor que pode fazer nesse momento, não culpado os "astros", ou os outros, mas assumindo a responsabilidade sobre aquilo que apenas VOCÊ pode fazer.

Se você não sabe nada de Astrologia, vou deixar aqui dois vídeos que podem ajudar a localizar a casa do seu mapa e saber o que ela significa:

Resumindo: é o momento de encontrarmos dentro de nós a força que já temos disponível para passarmos por esse momento tão intenso. Se estamos aqui, nesse espaço/tempo, é porque escolhemos passar por essa transição e estarmos à serviço da evolução. Temos dentro de nós tudo aquilo que precisamos para enfrentar os monstros internos e criarmos um realidade externa mais alinhada com nossa verdadeira essência. Ela é feita de Luz, e quanto mais reconhecermos esse nosso lado e vibrarmos alto, mais fácil ela vai se manifestar.

Daqui alguns anos, nem nos reconheceremos mais, nem nos lembraremos do mundo como ele costumava ser.

PS: Se quiser, comenta aqui embaixo que casa esse encontro cai no seu mapa, vou adorar saber! Para mim, cai no eixo casa 4/casa 10, família e carreira, e envolve muitos movimentos e questionamentos que estou passando.


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